OBRA

CANÇÕES

LETRA

Soneto

Soneto

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo

Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar com que navio
E me deixaste só, com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio

Soneto

Versión de Silvia Ulrik y Roberto Echepare
 
Por qué me descubriste en mi abandono
Con qué tortura me arrancaste un beso
Por qué me incendiaste de deseo
Cuando yo estaba bien, muerta de sueno
Con que mentira abriste mi secreto
De qué novela antigua me robaste
Con qué rayo de luz me iluminaste
Cuando yo estaba bien, muerta de miedo

Por qué no me dejaste adormecida
Y me mostraste el mar ¿con qué navío?
Y me dejaste sola ¿con qué salida?

Por qué bajaste a mi sótano sombrío
Con qué derecho me enseñaste la vida
Cuando yo estaba bien, muerta de frío


1972 © Marola Edições Musicais
Todos os direitos reservados. Copyright Internacional Assegurado. Impresso no Brasil


Chico Buarque

Quando o carnaval chegar, de Cacá Diegues (1972)

ENCONTRADA NO

ÁLBUM

Chico Buarque

Chico

Em 58 anos de carreira, compôs centenas de canções, aqui apresentadas por título, data, compostas em parcerias, versões e adaptações, compostas para teatro, cinema e aquelas que só aparecem em discos de outros intérpretes. Suas músicas foram gravadas em cerca de 40 álbuns, organizados por data, projetos, discos solo, gravações ao vivo, coletâneas e discos de outros intérpretes dedicados a ele. A obra completa do artista é uma das maiores riquezas que a cultura brasileira produziu até hoje.

CHICO BUARQUE

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