OBRA

CANÇÕES

LETRA

A televisão

A televisão

O homem da rua
Fica só por teimosia
Não encontra companhia
Mas pra casa não vai não
Em casa a roda
Já mudou, que a moda muda
A roda é triste, a roda é muda
Em volta lá da televisão
No céu a lua
Surge grande e muito prosa
Dá uma volta graciosa
Pra chamar as atenções
O homem da rua
Que da lua está distante
Por ser nego bem falante
Fala só com seus botões

O homem da rua
Com seu tamborim calado
Já pode esperar sentado
Sua escola não vem não
A sua gente
Está aprendendo humildemente
Um batuque diferente
Que vem lá da televisão
No céu a lua
Que não estava no programa
Cheia e nua, chega e chama
Pra mostrar evoluções
O homem da rua
Não percebe o seu chamego
E por falta doutro nego
Samba só com seus botões

Os namorados
Já dispensam seu namoro
Quem quer riso, quem quer choro
Não faz mais esforço não
E a própria vida
Ainda vai sentar sentida
Vendo a vida mais vivida
Que vem lá da televisão
O homem da rua
Por ser nego conformado
Deixa a lua ali de lado
E vai ligar os seus botões
No céu a lua
Encabulada e já minguando
Numa nuvem se ocultando
Vai de volta pros sertões

La TV

Versão em italiano de Bardotti

Nove di sera
Solo un uomo è per la via
Non incontra compagnia
Però a casa non ci va
La gente a casa
Non è più come una volta
Ora sono tristi e muti
Tutti intorno alla TV
La luna in cielo
Sorge grande e prosperosa
Fa una mossa maliziosa
E si rivolge proprio a lui
L'uomo distratto
Non le fa molta attenzione
Ed essendo un chiacchierone
Sta parlando tra di sé
L'uomo da solo
Coi suoi soliti argomenti
Può aspettar tranquillamente
Avversari non ne avrà
I suoi amici
Impareranno questa sera
Una nuova tiritera
Presentata dalla TV
La luna in cielo
Non prevista nel programma
Voluttuosa color fiamma
Sta chiamando proprio lui
L'uomo distratto
Non capisce questo invito
E in mancanza di un nemico
Si bisticcia tra di sé
Gli innamorati
Non inventano più niente
Tanto il riso come il pianto
Gliel'insegna la TV
La vita stessa
Resterà a guardare muta
Quella vita più vissuta
Che si vede alla TV
E' mezzanotte
L'uomo con filosofia
Fa la pace con sé stesso
Ed in silenzio se ne va
La luna in cielo
Vergognosa e assai delusa
Si nasconde in una nube
E lascia al buio la città


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Chico Buarque

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Chico Buarque

Chico

Em 58 anos de carreira, compôs centenas de canções, aqui apresentadas por título, data, compostas em parcerias, versões e adaptações, compostas para teatro, cinema e aquelas que só aparecem em discos de outros intérpretes. Suas músicas foram gravadas em cerca de 40 álbuns, organizados por data, projetos, discos solo, gravações ao vivo, coletâneas e discos de outros intérpretes dedicados a ele. A obra completa do artista é uma das maiores riquezas que a cultura brasileira produziu até hoje.

CHICO BUARQUE

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