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"Sempre houve uma
lenda mal contada de
que o Chico era um
ótimo poeta, letrista,
mas que as músicas não eram
tão fortes e, como cantor,
a mesma coisa.

Ledo engano daquelas pessoas.

Eu sempre fui contra esse tipo de pré-conceito a respeito dele.

As suas músicas são de uma riqueza fantástica. Acho que até ele não se dava o devido valor, dentro de sua timidez e simplicidade. Lembro-me de ouvi-lo tocar ao violão umas coisas que nos discos me soavam diferentes. Os maestros queriam "consertar" suas harmonias e nunca chegaram sequer aos pés das originais. Falei para ele nunca deixar que ninguém mexesse nas suas músicas, de maneira alguma. Além da poesia, ele é um tremendo compositor de música.

E outra coisa que descobri, quando gravamos ou pisamos em palcos juntos, é que ele é um grande intérprete. É muito bom cantar junto com ele, dividir as partes. O Chico tem uma divisão só dele, levanta o astral da gente nos duetos.

Não estou falando assim prá puxar seu saco, pois ambos não precisamos disso. Falo de cadeira. E como amigo, é um sucesso.

Adoro esse rapazinho! Viva Chico!"
 

Milton Nascimento,
outubro de 1998

 
 

 
  "Vez por outra Deus força a mão e cria um talento único.
Quando a este talento se unem a inteligência e a sensibilidade, mesclando o artista ao intelectual, a coragem ao humor e a cultura aos olhos verdes, 'aí, então, é preciso terr cuidado,' como diria Vinícius, porque o efeito é quase insuportável. Por isso é que já tem criança dizendo: 'Mamãe, quando eu crescer, quero ser Chico Buarque'."

 
Jô Soares,
humorista,
setembro de 1998

 
 

 
"Nossas parcerias, nossas composições, quase tudo, com exceção de duas músicas, sempre têm patrão, são encomendas para teatro, balé, musical, cinema. Fizemos mais de 30 músicas com este destino. O que eu acho interessante é que apesar de serem encomendas, são músicas que nos servem depois e vão ficando conhecidas lentamente pelo nosso público. Construímos um certo baú musical, onde podemos gravar estas canções ao longo dos anos. Elas são músicas independentes. Foram duas únicas músicas, Moto contínuo e o samba Nego maluco, que não tiveram patrão, e agora estamos envolvidos em outro trabalho. Nosso atual patrão se chama Miguel de Faria Júnior, que está montando seu novo filme e nos encomendou a música Forró bodó, que está quase pronta. Esta é a mais recente parceria com o meu amigo Chico."
 
Edu Lobo,
cantor e compositor,
setembro de 1998

 
 

 
"Eu acho que o Chico é uma pessoa querida, não só por nós da Mangueira, mas pelo mundo todo. Ele revolucionou o mundo do samba. Eu o vi iniciando sua vida como cantor e compositor, e depois, sendo banido da cidade. E ele não se abateu. A vida ensinou ele a viver. Por isto é bom. Por isto é amigo. Ele fez tudo para nos ajudar e fez de coração. Muito obrigada, Chico, por tudo que você nos representa e que Deus lhe dê tudo de bom. Muita saúde, muita paz e que você continue a ser o homem bom que você é."
 
Dona Neuma da Mangueira,
setembro de 1998

 
 

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