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Num show com Maria Bethânia, no Rio, onde houve um problema com tanto mar, outra surpresa: o censor encarregado de encrencar com a música era Augusto da Costa - ninguém menos que o zagueiro Augusto da seleção de 1950, em cuja jurisdição, ou quase, o ataque uruguaio enfiou aquelas duas bolas no fatídico 16 de julho. "Porra, Augusto, você perde a copa e ainda vem me aporrinhar.." disse Chico. O zagueiro chutou a responsabilidade pra cima dos cartola. Tanto mar passou, mas sem letra.
© Copyright Humberto Werneck, Gol de letras, em Chico Buarque Letra e Música, Cia da Letras, 1989
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