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Nota sobre Bom tempo Entrevista a Tarso de Castro, Folhetim, Folha de São Paulo |
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"Chico – Mas eu acho que quando você está enquadrado dentro de um negócio desse, você não tem saída não. Eu lembro de uma música que eu fiz naquela época, que as pessoas vieram me pichar, pichar essa música, não sei o quê, achando que ela era, talvez até que fosse uma música reacionária, quando eu nunca fui um cara reacionário e que diz exatamente uma coisa do O que será. A música chama-se Bom tempo. Ela diz a mesma coisa do O que será, noutra linguagem, e as pessoas vieram pichar porque era uma música otimista, uma coisa assim e tal. Realmente, porque você está enquadrado dentro de um negócio, eu era considerado conservador, reacionário não, conservador. Fatalista conservador, como diziam. E, de repente, agora, voltando ao negócio sério, o Caetano faz uma música como Gente, que é uma música com conteúdo social muito evidente e tal e ninguém nota isso. Ninguém fala disso. "Gente não é pra morrer de fome, gente é pra luzir." Bonita à beça, não é? E de conteúdo social. E político."
© Entrevista a Tarso de Castro, Folhetim, Folha de São Paulo, 11/09/77 (Entrevista completa) | |||
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