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E Chico, em fins de 1968, a partir daqui mesmo, compõe Sabiá - em que é colocado, de maneira extremamente pertinente, o problema de "pátria" - uma pátria configurada pela carência:
"Quero deitar à sombra de uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não dá"
- uma pátria esvaziada.
Aqui o compositor se reencontra com um dos topos do pensamento do pai, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, que escrevera em outro contexto: "Somos uns desterrados em nossa própria terra" - aforismo que agora ganha uma realidade contundente e dolorosa.
Mas esse exílio virtual (imaginário, em termos pessoais do poeta) logo se tornaria muito real: transforma-se na temporada italiana de Chico, que, prevista para alguns meses, estende-se por mais de um ano (e que ecoará no Samba de Orly, feito em parceria com Toquinho e Vinícius).
Fonte: Desenho mágico, Adélia Bezerra de Meneses, Editora Hucitec, 1982
Parte I - Lirismo Nostágico
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